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Novidades

O varejo pós-pandemia

Estamos vivendo hoje uma crise mundial na área da saúde nunca antes vivida por ninguém da nossa geração. O coronavírus veio para mudar não apenas o comportamento dos cidadãos perante a sociedade, mas também o comportamento dos consumidores. Frente a este novo contexto de pandemia, os varejistas estão trabalhando rápido para se adaptar e reagir à crise de forma inovadora, procurando atender à demanda crescente por consumo.

Para falar sobre este tema na live do nosso perfil no Instagram, a Yayá convidou Alberto Serrentino, vice-presidente e membro do conselho deliberativo da SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, autor do livro “Varejo e Brasil: Reflexões Estratégicas” e fundador da Varese Retail, boutique de estratégia de varejo.

Para Alberto, o impacto no varejo é muito diversificado. Depende do momento, do setor e da empresa. “Supermercados, por exemplo, tiveram aumento de consumo, seguido de uma reacomodação e se estabilizaram acima de valores vendidos antes da pandemia, porque o consumo foi focado neles. Farmácias também tiveram, no mundo inteiro, picos de abastecimento, só que, ao contrário dos supermercados, logo depois veio a ressaca e a estabilização, passando a vender menos, por conta do menor consumo de dermo cosméticos, remédios e produtos de proteção solar, por exemplo”, diagnosticou.

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REABERTURA GRADUAL

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As empresas, shoppings centers, escritórios e lojas dos mais diversos segmentos já estão começando a se preparar para a volta às atividades. Muitas transformações se farão necessárias para a reabertura do varejo. Inclusão digital dos pequenos varejistas, cuidados redobrados com a limpeza das mercadorias, predominância de lojas em ambientes abertos e as boas-vindas ao checkout são algumas delas. Para Alberto Serrentino, o que acontecerá na transição é que as empresas não reabrirão no mesmo patamar anterior à pandemia. “Empresas que possuíam solidez financeira conseguirão voltar de forma melhor, assim como empresas que já tinham uma agenda digital e múltiplos canais estruturados. Porém, a grande mudança da transformação digital não passa apenas por tecnologia e sim de cultura, passa pelo DNA da liderança, a dinâmica da empresa deve ser mudada. As empresas vão ter que se reinventar.”

De acordo com um estudo realizado pelo IEMI (Inteligência de Mercado), até o começo de 2020, 90% dos pequenos negócios não possuíam presença digital. E a primeira grande lição para o mundo pós-Covid-19 é: as empresas precisam ser digitais. Vai acontecer a chamada “aceleração digital”.

Em alinhamento com essa nova realidade, o varejo está repensando o seu conceito de loja. Não é mais possível ignorar a revolução digital, é preciso levar o seu produto até onde o seu cliente está. Atualmente, tudo que é possível tem migrado do mundo offline para o virtual, fazendo com que novos negócios e o e-commerce cresçam de forma exponencial. A tecnologia móvel é um dos principais impulsionadores das plataformas de compras online, já que boa parte da população global possui acesso a um celular e uma conexão de internet. Sendo assim, esta é a melhor hora para utilizar a internet a seu favor.

“As pessoas irão menos às lojas, porém, de forma pragmática. As visitas não serão mais investigativas, de passeio, mas sim mais objetivas. As lojas terão que mudar, tornando-se mais rápidas e eficientes no atendimento. Os produtos terão que ser arrumados de forma mais prática. As pessoas não irão querer perder tempo passeando, explorando e descobrindo novos produtos. O vendedor não será mais apenas o funcionário que vai esperar o cliente entrar na loja. Ele vai ter que investir parte do seu tempo ocioso interagindo e ativando o cliente, principalmente através de plataformas digitais”, segundo Alberto.

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O NOVO CONSUMIDOR

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Junto com as necessidades de transformar as formas de vender, assistimos também ao nascimento de um novo tipo de consumidor. Mais conectados, exigentes, informados, engajados e conscientes, os novos consumidores abandonaram o seu papel passivo. Eles não querem apenas comprar um produto, desejam viver uma experiência completa com as marcas.

Ter o cliente no centro tornou-se o novo epicentro do varejo. Este comportamento está intimamente ligado ao aumento do nível de exigência do consumidor, que cresceu muito nos últimos anos e segue crescendo ainda mais.

Até mesmo o consumidor típico da loja vai mudar e as lojas também, enquanto espaço físico, terão que se reinventar, segundo Serrentino. “As lojas vão continuar a existir, porém, com uma nova visão. Elas não poderão ficar mais esperando o cliente, terão de ir até ele. Quem achar que o varejo vai voltar como antes da pandemia e poder ficar esperando o cliente, vai ter muita dificuldade.”

Sem falar que, atualmente, o público não toma uma decisão de compra apenas baseada no produto e no desejo de consumo. Outros pontos como transparências das empresas em diversos assuntos como conscientização, sustentabilidade, produção, diversidade e inclusão, hoje ocupam um grande peso na decisão. Não existe mais “simples clientes”. A tendência agora é que os consumidores sejam vistos como “agentes de mudança” ou “prosumidores”.

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COMO SUA EMPRESA DEVERÁ AGIR DURANTE E PÓS-PANDEMIA?

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Com este novo cenário, é impossível ignorar a necessidade de transformação do varejo. Aderir à tecnologia e possuir uma comunicação eficiente deixou de ser um plus para se tornar uma necessidade para empresas que desejam se manter em crescimento.

Sendo assim, é necessário buscar alternativas acessíveis e eficientes para atingir o seu público-alvo, levando o seu produto até o cliente, investindo em conteúdo, mídia e relacionamento através da internet.

Para fecharmos este artigo, trazemos mais uma observação muito importante do Alberto Serrentino para o novo momento que viveremos pós-Covid-19: “Precisamos olhar esta reabertura em ciclos. Num primeiro momento, as pessoas vão voltar a frequentar as lojas, porém, com muita cautela. Os espaços reabrirão com protocolos de segurança muito rígidos. As lojas reabrirão em baixa, porém, com uma abertura responsável, a tendência é aumentar o tráfego de pessoas nas lojas físicas”.

As empresas que acham que depois da pandemia tudo voltará a ser como antes, estão enganadas. Vão ter que se reinventar.

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