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Comunicação institucional em tempos de crise

Antes de entrar no nosso tema propriamente dito, vamos recapitular aqui o conceito de “comunicação institucional”. Podemos defini-la como a área responsável pela apresentação da organização e divulgação dos seus valores, políticas e atuação, de maneira clara e objetiva, estabelecendo credibilidade e simpatia junto não apenas ao público externo (consumidores, clientes, fãs, admiradores, concorrentes e imprensa), como também aos seus colaboradores – o público interno.

Diante deste conceito e objetivos e vivendo em tempos “normais” de mercado – mesmo com suas crises econômicas e políticas – planejar a comunicação institucional de uma empresa já não é tarefa das mais simples. É pré-requisito ter bons profissionais ou empresas terceirizadas à frente, para conduzir o processo, corrigindo erros ou fazendo ajustes normais de rota.

Mas como fica a comunicação em tempos de pandemia, ainda mais quando se trata de um fato inédito para todos da nossa geração? Como conciliar as necessidades de mercado e de caixa, geralmente conflitantes com as medidas emergenciais determinadas pelas secretarias de Saúde e de Vigilância Sanitária?

Juliana Souza, diretora do Núcleo de Comunicação do Coren-BA sorri em foto de rosto.
“A comunicação institucional tem um papel importante nas empresas em qualquer época, mas, neste contexto de pandemia, ela precisa ser muito integrada para atingir todos os nossos públicos, mantendo o fluxo de comunicação atento e constante”. Juliana Souza, diretora do Núcleo de Comunicação do Coren-BA

Muitas empresas estão fechadas por conta do isolamento social ao qual todos estão sendo obrigados a cumprir. E a necessidade de soluções imediatas e a criação de alternativas para driblar esse cenário quase sempre são colocadas como prioridade, levando muitos empresários a reavaliar o posicionamento de suas empresas diante da crise atual. O medo do vírus, a incapacidade financeira, o aprofundamento do abismo social entre as classes e a instabilidade política têm provocado uma mudança no pensar e no agir da sociedade, obrigando as empresas a reforçar ou repensar a sua comunicação institucional.

Além do objetivo comercial tão necessário para sobrevivência neste cenário de crise, as marcas precisam, mais do que nunca, se posicionar como agentes transformadores da realidade, atentas às mudanças para que possam ser mais úteis para a sociedade.

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ADAPTAÇÃO DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL COMO SOLUÇÃO À CRISE

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O conceito de adaptabilidade está diretamente relacionado à mudança e como lidamos com ela. Ser capaz de se adaptar, de acordo com as necessidades, a situações e circunstâncias é condição essencial para qualquer empresário, independentemente do seu tamanho ou segmento.

Mas como se adaptar a algo novo, nunca vivido antes por nenhuma outra empresa, como reagir e conduzir o negócio ao que chamamos de “disruptura”, como a Covid-19?

O que todos sabemos, de antemão, é que é tempo de quebrar paradigmas, abandonar métodos, desafiar limites e questionar. Há até uma crença de que a adaptabilidade das organizações acontece melhor em tempos de urgência e com poucos recursos. Até porque mudança, a agilidade e a capacidade de resposta às mudanças do mercado são constantes no dia a dia dos negócios. Porém, podemos afirmar, sem medo de errar, que nenhuma empresa estava preparada para uma disrupção como a Covid-19.

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AÇÕES DEVEM SER IMEDIATAS, MAS BEM PENSADAS

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Decisões erradas podem agravar um problema. Nesse momento, qualquer movimento errado pode comprometer a saúde e a sobrevivência do negócio.   É importante tomar muitos cuidados e analisar bastante antes de tomar uma decisão.

Neste momento, o ideal é que se adote uma abordagem mais humanizada e contextualizada, para evitar uma crise de imagem junto às crises econômicas, políticas e de saúde atuais.

Empatia é tão fundamental quanto as vendas. Mensagens que destoam da realidade do seu público ou promoções criadas com foco na crise, apenas para faturar mais, seja com vendas casadas ou superfaturamento de produtos essenciais, são prontamente detectadas e usadas contra sua empresa.

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FIQUE DE OLHO NAS REDES SOCIAIS

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Fique de olho na mídia e nas redes sociais, mapeando números, dados e tudo o que acontece em relação ao fato do momento e, principalmente os seus concorrentes. Diante destas informações, tomar ações que possam solucionar ou, pelo menos, aliviar a crise, sempre serão bem vistas. A empresa que entende e assimila o que a sociedade está esperando das instituições, com certeza sairá na frente.

Marketing de influência continua em alta, porém, como falamos acima, o cuidado com sua imagem institucional deverá ser redobrado. Pesquise antes sobre os influencers que deseja contratar. Já tivemos casos, nesta pandemia mesmo, onde influenciadores conhecidos pisaram na bola, queimando sua própria imagem e obrigando as marcas que o apoiavam, ou tinham seu nome ligado a ele, a se afastar rapidamente, quebrando o contrato.

Comunicação interna também será fundamental. Entre as ações indicadas está a estruturação de uma comunicação transparente, acolhedora e que engaje seus funcionários. Procure estabelecer uma comunicação com clareza nos canais internos e, se possível, externos também. Colaboradores engajados são ainda grandes promotores do seu negócio.

O coronavírus está pressionando a comunicação corporativa a se reinventar todos os dias. Reconhecemos que é um desafio gigantesco, mas, como todos sabem, quanto mais difícil, maiores as recompensas e oportunidades depois de superá-lo.